A Casa dos Ventos, empresa brasileira de energias renováveis, e a ArcelorMittal Brasil, líder na produção de aço no Brasil e subsidiária de um dos maiores grupos do mundo em mineração, celebram parceria histórica para o setor de energia do Brasil. O acordo prevê o investimento de R$ 4,2 bilhões de reais para a construção conjunta do Complexo Eólico Babilônia Centro, localizado na Bahia. O empreendimento será dedicado para fornecer energia renovável para as operações da ArcelorMittal em um contrato de 267 MWmédios, volume equivalente ao suficiente para atender a 1,1** milhão de residências no Brasil.
O Complexo Eólico Babilônia Centro terá 553,5 MW de capacidade instalada, provenientes de 123 aerogeradores e se tornará um dos maiores empreendimentos da fonte eólica no Brasil. O setor siderúrgico é considerado eletrointensivo e, com o Complexo Eólico Babilônia Centro, a ArcelorMittal assumirá papel de liderança na descarbonização da produção de aço. A meta da companhia é diminuir em 25% as emissões de CO2 até 2030 e conquistar a neutralidade em 2050. A união com a Casa dos Ventos também é um importante passo para a concretização desse objetivo e trará relevantes ganhos ambientais. A energia renovável advinda de Babilônia Centro atenderá aproximadamente a metade do consumo da ArcelorMittal e evitará a emissão anual de mais de 208 mil toneladas de CO2 na atmosfera*, o equivalente a 9.210.568 árvores plantadas.
A parceria, além de colaborar com a transição energética de um setor importante como é a siderurgia, foi estruturada para que o consumidor tenha gestão e assuma o protagonismo de seu suprimento energético. Esse modelo faz sentido para consumidores com metas de descarbonização relevantes e que o tema de energia se tornará cada vez mais estratégico
destaca Lucas Araripe, diretor-executivo da Casa dos Ventos.
As duas empresas estão viabilizando a construção de Babilônia Centro em sociedade, através de uma governança onde são compartilhadas as decisões em todas as etapas do empreendimento, desde a construção até a operação. “O formato da parceria também é algo inédito e demonstra nossa capacidade de customizar soluções”, finaliza Araripe.
Aditya Mittal, CEO da ArcelorMittal, comentou o tema e disse: “Além de integrar nossos esforços na direção da questão climática, este projeto também atende aos aspectos financeiros e operacionais. Reduz os custos de eletricidade, fornece segurança energética para nossos negócios no Brasil e proporcionará retornos consistentes no longo prazo. A recente aquisição da CSP aumentou imediatamente a nossa presença no mercado brasileiro, que é de alto crescimento, e nos trouxe opções futuras promissoras. À medida que expandimos nossa presença e agregamos valor no Brasil, estamos conscientes da responsabilidade que temos em descarbonizar nossas operações. Ao nos tornarmos parceiros de um respeitado operador de transição energética, a Casa dos Ventos, temos vantagens competitivas como o clima brasileiro, favorável para a geração de energia renovável que nos permitirá progredir mais rapidamente em direção às nossas metas climáticas”.
Jefferson De Paula, Presidente da ArcelorMittal Brasil e CEO Aços Longos e Mineração LATAM, acrescentou: “Além da recente aquisição da CSP, hoje ArcelorMittal Pecém, temos vários projetos downstream de crescimento orgânico em andamento que ampliam nossa presença e aprimoram nossa capacidade de produzir produtos de maior valor agregado. Esses planos de expansão levarão a um aumento natural de nossas necessidades energéticas. Este projeto nos prepara para o futuro, garantindo que possamos atender nossas necessidades de energia no longo prazo de forma responsável, sustentável e com redução de custos”.
O acordo prevê, ainda, a possibilidade de tornar o Complexo Eólico Babilônia Sul híbrido no futuro, adicionando geração solar e ampliando a disponibilidade de energia renovável. A transação foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) no dia 12 de abril e está em processo de conclusão final.
Fonte: *considerando a média dos últimos 3 anos (2020, 2021 e 2022) do Fator Médio Anual (tCO2/MWh) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil. **levando em conta o cálculo da ANEEL de 168 kWh para a média de consumo mensal das residências brasileiras.



