- O que é?
É a energia contida no ar em movimento, ou seja, no vento.
Essa energia pode ser aproveitada de forma útil, por meio de uma série de transformações, em que a intensidade dos ventos vai determinar esse nível de aproveitamento. Para se obter energia elétrica dos ventos são utilizados sistemas de conversão de energia, denominados aerogeradores. Esse equipamento utiliza o princípio de funcionamento dos “cataventos”.
Os aerogeradores, também conhecidos por turbinas eólicas, são equipamentos que têm como objetivo extrair a energia cinética do fluxo de ar em movimento, transformando-o em energia mecânica. Logo depois essa energia mecânica é convertida em energia elétrica.
De forma simplificada funciona assim: o vento, ao incidir sobre as pás do aerogerador, gera força suficiente para fazer girar o eixo central, que por sua vez está conectado a um gerador elétrico, instalado no topo da torre. A eletricidade produzida é então injetada no sistema elétrico e transmitida até os locais de consumo.
O agrupamento de vários aerogeradores em uma mesma região forma uma usina eólica, parque eólico, ou ainda, fazenda eólica. Essa energia produzida pelos aerogeradores contribui significativamente para a agregação de potência em larga escala ao sistema elétrico.
O Brasil é um país privilegiado pela natureza em termos de recursos energéticos, em especial os renováveis. Além do potencial hidráulico, solar e biomassa, o país possui enorme potencial para exploração da energia dos ventos.
O potencial eólico brasileiro é da ordem de 145 GW, a 50 metros metros de altura, de acordo com o Atlas do Potencial Eólico Brasileiro (MME-2001). Os atuais aerogeradores passaram a utilizar torres de até 100 metros de altura e isso indica que esse potencial poderá ser maior.
O mercado eólico brasileiro começou a se firmar após a criação do PROINFA – Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia, criado pela Lei 10.438/02 e operacionalizado pela ELETROBRAS - Centrais Elétricas Brasileiras. Este programa contratou aproximadamente 1.422 MW a partir 54 projetos eólicos.
A partir de 2009 os Leilões de Energia de Reserva e de Fontes Alternativas, certames que são regulados e realizados por órgãos do Governo Federal, impulsionaram a implantação de novos empreendimentos em patamares capazes de atrair uma grande quantidade de fabricantes de equipamentos, além de desenvolvedores de projetos e prestadores de serviços, propiciando um ambiente saudável de competição, diversificação e maturidade, além de vislumbrar um horizonte de longo prazo para investimentos no setor.
- Sustentabilidade
A energia eólica pode ser considerada como uma das mais promissoras fontes de energia, principalmente porque é renovável, ou seja, é virtualmente inesgotável e, se utilizada para substituir fontes fósseis, auxilia na redução do efeito estufa. Há vários anos cresce cerca de 25% a cada ano e deverá atingir 200 GW de capacidade instalada até o final de 2010 (equivalente a mais de 10 usinas como Itaipu).
Usinas eólicas não impedem a ocupação usual e tradicional do solo, não desaloja seus proprietários e não há lucro cessante da área ocupada. Pelo contrário, é uma atividade econômica complementar e os proprietários que recebem aluguel ajudam a estimular a econômia da região, o que pode ser substancial em regiões mais pobres. Não produzem nenhum tipo de resíduo tóxico, têm baixíssimo impacto ambiental e que podem ser minimizados com a boa engenharia.
A energia eólica também contribui para a diversificação da matriz elétrica brasileira, diminuindo a dependência de outras fontes. Por ser complementar ao regime hídrico, a fonte eólica faz um belo casamento com as usinas hidrelétricas (outra fonte renovável) por reduzir o deplecionamento dos reservatórios nos períodos de pouca chuva.
A introdução de novas tecnologias ou de um novo mercado exige a contratação e aperfeiçoamento de profissionais especializados em diferentes áreas de atuação, contribuindo para a geração de emprego e renda. Aliado ao fato de que boa parte das usinas serão implantadas no interior do país, em cidades pequenas, levará não só investimentos vultosos, mas também retornos com impostos. A melhoria de infra-estrutura (estradas, pontes, rede elétrica) contribuirá para a redução de desigualdades sociais e aumento de qualidade vida para a população local.
Por fim, cabe a sociedade escolher como produzir a energia elétrica necessária à manutenção e crescimento sócio-econômico do país, que se encontra altamente dependente de energia. O povo tem o dever de diligenciar para que essa nobre forma de geração de eletricidade seja promovida para o bem estar tanto presente, quanto futuro do nosso planeta. Essa é uma responsabilidade de todos e a Casa dos Ventos cumpre com sua parte.




